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Princesa de cristal

Diário de uma sonhadora

08
Out18

Partilhas

Hoje vou partilhar um assunto de familia. Daquelas tretas que nós pensamos que só acontecem aos outros e que a nossa família jamais vai passar por esses dramas! O que é certo é que as coisas aconteceram mesmo! (vou tentar resumir ao máximo)

Tenho uma familia muito grande e do lado da minha mãe são mais 2 irmãos. Quando os meus avós ficaram sem condições de viverem sozinhos, decidiu-se fazer partilhas, exceto a casa onde viviam (grande asneira!).

 

Era impossivel eles continuarem a viver sozinhos, por questões de saúde e entre os irmãos decidiram que metade do ano, estariam com um dos filhos (o outro não aceitou porque a mulher era professora e não tinha tempo balalal) a outra metade com a minha mãe. Isto porque eles se recusavam a ir para um lar e se eles não queriam, não fazia sentido obrigá-los a nada.

 

Entretanto passaram-se alguns anos e a minha avó faleceu. E o meu avô já com uma idade muito avançada e já a necessitar de alguns cuidados mais especificos, não podia andar a saltar de casa em casa e o meu tio pensou em colocá-lo no lar. Tratou de tudo e apenas ligou aqui para casa para avisar...o meu avô chorou e foi de partir o coração! Como é óbvio ninguém aqui o deixou ir e os meus pais assumiram por completo a responsabilidade de cuidar dele. Esteve connosco durante 10 anos, teve 2 enfartes e conseguiu recuperar bem (lembro-me da minha mãe fazer fisioterapia com ele aqui em casa para que ele não ter que sair e correr o risco de apanhar nenhuma gripe). Infelizmente as pessoas não duram para sempre e também ele faleceu (já passaram ±11 anos).

 

Os meus fantásticos tios, lembraram-se que ainda faltava a casa e decidiram "vendê-la". Um deles (o mais velho) queria ficar com ela e dava o restante aos outros irmãos. O problema é que quando a casa é "avaliada" pela pessoa que a compra...é tudo menos normal. E mandou um valor simbólico mas que enfim, se era o único interessado, não havia motivo para não recusar. Acordo verbal aceite, tudo ok. 

Recentemente soubemos que ele colocou a casa no nome dele e da mulher, graças a testemunhas falsas e algumas maroscas lá com a conservatória...e nós ficamos assim tipo "oi?!" Ninguém esperava isso dele até porque sempre nos demos todos muito bem e por isso a minha mãe ligou-lhe. Ele disse que estava no direito dele e que não daria o dinheiro que tinha sido acordado (lembrando que o valor era mesmoooo simbólico).

 

Das duas uma: ou a minha mãe aceitava essa resposta e ficava tudo assim ou se não pagava a bem, pagava a mal. A minha mãe quis ficar por ai... achava que não valia a pena, mas completamente inconformada da decisão pedi-lhe autorização para seguir com o caso para a frente! Porque é que a minha mãe merece menos que ele? Ele teve oportunidade de dar um valor simbólico, não quis...azar o dele!

 

Conclusão, fui com o caso para a frente e ele sempre acreditou que eu estava a fazer bluff, aliás chegou mesmo a afirmar que a casa era dele ponto final. Ainda não está resolvido, ele recusa se a entrar em acordo e eu recuso-me a ceder!

Não é justo, todo o carinho que a mãe deu aos pais, toda a dedicação... para depois vir um filho que raramente veio ver o pai, se achar dono e senhor de tudo!

A unica coisa que exijo é que a casa seja posta a venda, pelo valor real que é cerca de 100 vezes mais o valor simbólico que ele inicialmente queria dar e dividir pelos 3 filhos. (descontando as obras que ele fez... sim porque o inteligente ainda fez obras no que não era dele)

 

Enfim, não se compreende a estupidez das pessoas mas se erramos temos que assumir e se existe algo que eu não admito é desonestidade! Vamos ver como as coisas se resolvem ... 

 

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